A Nota Técnica do Grupo Técnico de Trabalho de Farmácia Hospitalar do CRF-SP convida a uma reflexão diferente: e se o problema não estiver na pessoa, mas no sistema que permitiu o erro?
Essa mudança de perspectiva é essencial para a gestão hospitalar. O evento adverso raramente nasce na administração do medicamento. Ele costuma ser consequência de processos frágeis, controles insuficientes e decisões tomadas sem uma estrutura consistente de governança.
A Nota Técnica reforça o papel do farmacêutico em todas as etapas do ciclo do medicamento, da seleção à farmacovigilância, evidenciando que a segurança do paciente depende da integração entre pessoas, processos e gestão.
Quando há falhas no armazenamento, ausência de rastreabilidade, protocolos desatualizados ou controles insuficientes para medicamentos de alta vigilância, o problema deixa de ser operacional. Passa a ser institucional.
Mais do que investigar um erro, a questão é saber se a organização aprendeu o suficiente para evitar que ele aconteça novamente.
Os hospitais monitoram perdas de estoque, glosas e desperdícios. Mas os maiores impactos da ausência de governança costumam aparecer de outra forma: retrabalho, aumento do risco assistencial, dificuldade para manter certificações, exposição jurídica e perda de eficiência.
São custos silenciosos que comprometem tanto a segurança do paciente quanto a sustentabilidade da instituição.
A Nota Técnica também recomenda que o dimensionamento da equipe farmacêutica seja compatível com a complexidade assistencial.
Essa recomendação é importante, mas merece um complemento: ampliar equipes sem fortalecer processos apenas aumenta a variabilidade.
Governança não significa apenas ampliar recursos. Significa padronizar processos, definir prioridades, acompanhar indicadores e gerenciar riscos de forma contínua.
Após um evento adverso, é comum que hospitais criem novos protocolos, promovam treinamentos ou invistam em tecnologia.
Essas iniciativas podem ser necessárias. Mas existe uma pergunta que precisa ser respondida primeiro: Estamos tratando a causa do problema ou apenas suas consequências?
Sem identificar onde estão os principais gargalos da assistência farmacêutica, qualquer investimento tende a gerar resultados limitados.
É exatamente nesse contexto que a Oficina de Gestão Farmacêutica faz sentido.
O objetivo é oferecer aos gestores uma leitura estruturada da assistência farmacêutica, tornando visíveis os principais riscos, desperdícios e gargalos que precisam ser priorizados antes da implementação de qualquer solução.
Estruturada nos pilares de Planejamento e Programação, Processos Logísticos e Governança Clínica, a Oficina cria clareza sobre onde agir primeiro para gerar impacto real na segurança, na eficiência e na sustentabilidade da assistência farmacêutica.
A Nota Técnica do CRF-SP vai além de um alerta sobre erros de medicação.
Ela reforça que a segurança do paciente depende da capacidade da instituição de aprender, padronizar processos e tomar decisões baseadas em evidências.
Antes de discutir novas tecnologias ou ampliar equipes, talvez a pergunta mais importante seja outra: Sua instituição sabe, de forma objetiva, quais riscos realmente precisam ser priorizados?
Se esse tipo de reflexão faz sentido para a realidade da sua instituição, acompanhe a PharmaInova no LinkedIn e no Instagram. Compartilhamos análises, experiências práticas e conteúdos sobre governança, gestão da assistência farmacêutica e estratégias para transformar a Farmácia Hospitalar em um ativo de segurança, eficiência e sustentabilidade.
CRF 89605
Av. Rebouças, 353 – sala 112 A e B
Cerqueira César, São Paulo – SP – 05401-900
Segunda à Sexta-feira
das 8h às 17h
CONTATO
Telefone:
+55 (11) 4861-6760
E-mail:
contato@pharmainova.com
Fale pelo WhatsApp